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versejos livres

versejos livres

09
Abr21

Ancião

Lino Costa

como se tudo fosse igual em todos os momentos

vai o mundo que gira

e homens vão, e homens vêm

perdem o reter de qualquer coisa de um instante

hoje poderia ser apenas isso mesmo, hoje

hoje o Ancião

era festa, a gambiarra estava acesa

e o corpo vinha cansado

mas alma nascia de novo

 

Lisboa, 9 de abril 2021

Lino Costa

23
Mar20

o meu medo de ser hoje

Lino Costa

não tenho voz sequer

a cada instante que me cresce o medo

a atingir um vazio

feito dos silêncios que venero

que odeio, este meu segredo que desconhecia,

e ainda assim nesta deriva

de um mar grande como o infinito

de onde não sou ser, nem sonho, nem desejo

sou apenas o naufrágio completo

que quero a vida, as coisas pequenas

e terrenas, quero o amanhã

 

Lisboa, 23 de março de 2020

Lino Costa

In: Versejos Livres

23
Mar20

na roca do tempo

Lino Costa

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se te entendesse,

a morte,

não te fiava, no fiar d’uma roca

a vida, a cada lua,

antes que o amor fosse tudo

em mim ou em nós

 

não era este amargo

que me fere cada canto da boca

a tinir a paz da alma

desassossego intermitente

que poema algum explica

 

se (eu) te entendesse

para que queria eu chamar a essa...

cada coisa que guardo

em cantos meus, tão meus

e só de mim

é uma história que me vou contar

 

...durmo nesta berma seca

à espera que o tempo passe

e se esqueça quem sou

pode ser que me dê outra espera

outro dia, outra coragem

 

 

Lisboa, 11 de fevereiro de 2020

Lino Costa

In: Versejos Livres

 

 

 

 

13
Nov18

...

Lino Costa

digo-te que sei

em que tempo estão teus ventos doces

pela tez que precisas,

castanho, num tempo inteiro

numa morna viagem, a cada folha que parte

a cada verso de mim,

até mim, que te espero sem pressa

com a mão aberta,

outono, por aqui, outono de mim

 

 

Lisboa 12 de Novembro de 2018

Lino Costa

In: Versejos Livres (Blogs do Sapo)

23
Out18

farol

Lino Costa

 

dou-te, como se fosse o azul

do horizonte,

um beijo que te turve

de amor a vida

para que uma certeza te traga ao mundo

e me faça rota de farol, mesmo que longe,

ou porto seguro

de onde partes nas tuas viagens

e a onde voltas sempre

 

 

Lisboa, 23 de Outubro de 2018

Lino Costa

In: Versejos Livres

12
Jul18

...

Lino Costa

as tuas vírgulas menos visíveis

são a omissão do que mais me proíbo

que me levam a não te ser homem

nem louco nem comparação,

porque escondes nessa metáfora dos teus olhos

o desejo que me tens…

 

são tantas as vezes que me ocorres,

que às vezes te faço do corpo

um poema livre sem rimas

em que o meu pensamento te desgoverna

em que o meu pensamento te leva mundo fora

à senda do vento norte d’outro alguém



Lisboa, 11 de Julho de 2018

Lino Costa

In: Versejos Livres



16
Abr18

ver-te chegar

Lino Costa

ver-te chegar

no dia que chove lento

leve, como a água que cai

adoça-me o tempo, tal

que hoje te tive sem medo

nos braços, e senti-te

tão perto a pele, o cheiro, o calor…

o respirar… que tudo te ouvi de dentro

sussurro, ternura, candura, paz,

tudo o que não me reina

à flor da pele no sangue e carne

 

ver-te chegar

resume-se a um tremor fugaz

contido até te ver sorrir...

que me esqueço do tempo

esqueço-me de mim, do que fui

como se o meu tempo fosse apenas…

ver-te chegar



Lisboa, 2 de Abril de 2018

In: Versejos Livres

Lino Costa

01
Abr18

...

Lino Costa

 

 

 

 

 

 

tenho germinado no tempo

e em mim

um sentido novo

coisa que sinto

como pecado, que abomino

ou nudez omissa, que não dou

e disto a alma perece,

porque a isso digo que sim

quando assumo ao ego

que agora sou apenas de mim

tão simples assim

sou só de mim

indiferente ao versejar do tempo

e maior que o medo



Lisboa, 01 de Abril de 2018

Lino Costa

In: Versejos Livres

14
Mar18

Amor (Soneto)

Lino Costa

É guardar-te no eterno de mim

Seres noite, segredo inteiro

Que quero no agora no sempre

Como guia, luz do horizonte

 

Tenho certa, esta certeza, tu

Que és soneto, canção, paixão

Intensamente perfeita sem fim,

A quem me declaro, verdadeiro

 

Puro amor, e dou o coração

Que guardei, para chegar a ti

Quando o destino nos criasse

 

Amor tens nos olhos a pureza

E o fervor que a todas as horas

Me fazes sentir o amor maior

 

 

Lisboa, 14 de Março de 2018

Dueto de Salvador Costa e Lino Costa

In: Versejos Livres

 

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