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versejos livres

versejos livres

19
Out11

...

Lino Costa

permite-me fazer dançar,

fazer dançar teu ventre

remexer, como o vento, o cume

dos teus vales inquietos

e beijar-te a boca

quando o teu desejo

se verter como um rio

pelas horas da nossa

vida obtusa de viagens

 

deixa-me lembrar-te

os cheiros das noites loucas de fado

 

do deambular pela Alfama

de Taverna em taverna

a alimentar-te o desassossego do corpo

pelo desejo descontrolado

de te possuir em qualquer

viela durante a noitada

em que um canto confidente

guardaria outro segredo

da noite malvada

14
Out11

Elisa s'a cana vem

Lino Costa

António que me levas, António,

António que me levas a mim

Eu nasci para António

António nasceu para mim...

 

Poesia Popular - Elisa do Charrão

 

Elisa do Charrão, é uma Madeirense, que nasceu para António, mais conhecido por "Cannabis". Elisa é uma agarrada à famosa erva...

 

Não é nada... mentira... quem conhece a história deve já estar a rir-se.

 

Elisa foi uma mulher Madeirense, muito conhecida pelas suas capacidades filósofas referentes à vida e pelos vistos venerava o Marido, António. Durante algum tempo fez questão de tornar público este arranjo poético dedicado ao seu falecido.

 

Ouvi-o a primeira vez num dia em que o meu pai lhe estava a dar uma massagem e quase nua, citava estas palavras com uma alma enorme.

 

Deve ter arrebatado António de forma simples e fácil, mulher de olho claro que aos oitenta e tantos pintava o cabelo de ruivo e aprumava-se para os arraiais... onde levava sempre o seu irmão João, que era um senhor com alguns défices mentais... daí o titulo, durante as girandas dos arraiais, Elisa, a vaidosa, adorava ficar a ver de perto o espectáculo e o irmão João com medo dizia: "Elisa, s'a cana vem...", a cana do foguete depois de explodir.

 

Cumprimentos,

 

Ricardo Castro Alves

12
Out11

...

Lino Costa

ligo os poemas

a todos os sois do teu sorriso

por ser tão grande que se digna a mim

de uma distância que não calculo,

 

ligo os poemas

ao beijo que hoje

quase não te dei

porque dormias leve

que não te via de transparente

sobre o escuro de ser do resto da noite

presa ao sonho que te fazia sorrir

 

agora, que de ti mais disto, ainda,

mor o relevo da saudade

por isso levar-te-á um beijo, o vento,

esse de quem admiras a ousadia

porque te toca mesmo quando não consentes

e escorrerá esse beijo

pela pele tua aquando de te ver

 

dorme lenta

porque mais lento e lêvedo irá no tempo

o beijo com o vento

que te chegará pela hora de um suspiro teu

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