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versejos livres

versejos livres

27
Ago12

menino sempre assim de mim

Lino Costa

que não se negue a miragem

a todo o tempo que falta

aos teus olhos para serem

e que te amem os meus

para sempre menino

brigão de promessa feita

que me aceitas sempre o beijo

e a doçura que tenho de um sábado

para ti, sempre, sempre para ti

este amor, é sempre, sempre assim de mim

24
Ago12

o suspiro da noite

Lino Costa

de todos os suspiros

que, tantos, são noite

e um desespero, aumento

a ânsia do cilicio

por não existires em mim

neste, tão, tempo verbal presente

cheio de sem palavras, nem levante

no meu peito longe e montante

um infinito de não te ver

que me restringe a um véu agastado

sem mais lágrima que lhe coma cor

nem cantiga de mais dista alegria

onde omito tons de voz, véu

ou tantas vezes calo a minha

para um sentimento contido

por mais um tanto não te ver

24
Ago12

menina cantiga

Lino Costa

menina cantiga

aragem de quadra despicada

que tanto te leva a boca

e a emoldurada malva pintada

no quadro do caminho

menina cantiga do

sorrateiro nevoeiro rasteiro

com um lume que não cansa

no abrigo do paúl

ou na joeira antes de todo o sol

durante a quadra, um instante

24
Ago12

às vezes

Lino Costa

são tantos os às vezes

que me regridem o impulso

por um medo desmedido

que me regelam o primeiro passo

 

não me largo do turbilhão

nem omito um às vezes de mim

às vezes imensas, sou isto assim

um regalo que sustenta o poder

 

de uma franqueza fraca

como tantos às vezes jurei não ser

tantas, tantas, tantas vezes

às vezes como aqui

24
Ago12

...

Lino Costa

nada me delegará omissão da palavra

ou jus dirá como exista, eu

eu de mim, apenas

que abranjo a crença de um uno ser

como de um deus tão enaltecido

como um sol de fim dourado

no rumo de estrelas veras como pouso

pela mais densa e branca manhã

contarei, uma tal e qualquer história

de uma calçada frontal de sé

que refulge o pináculo altivo

assim que sente a aragem

e faz repique ao sino

10
Ago12

tempo vazio

Lino Costa

subirá no céu

o pássaro de ferro

até à distância

que nos separa

que nos destila

 

e evaporamos lentamente

como passa  o tempo

das minhas noites

sempre iguais, sempre a mim

 

não tenho como te esqueça

neste todo tempo esmaecido

satírico de gil

tão frigido tão vil

 

que nem o mar cala

ou a névoa extingue no pico

pois que nem a voz te ouça

ou olhos te veja

quando a terra me contar os passos

01
Ago12

as pedras da julieta

Lino Costa

calava o trilho da água

cheirosa a anoneira,

e uma paixão

misturada com a fonte

e as hortenses lilases

que amparavam um junquilho perdido

faziam a noite e um segredo ser

pelo canto de um pintassilgo

 

nesse quadro

antevia o meu despertar na açucena

brava que emanava aromas de caramelo

cromatismos de cardeal

 

o ribeiro corria à azinhaga

entre o pombal do Professor Sidónio e a Prima Vera

para que fosse jusante

e uma volta entregue ao mar

quando maga fosse a manhã

e morno acontecesse o sol

um mor, obtuso momento

um misticismo de aurora sozinha

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