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versejos livres

versejos livres

31
Out12

génese

Lino Costa

silêncio, que sinto

quando faço o medo monstro

dentro do que há de mim

para que espelho não haja

ao teu rosto menino,

 

a quem verso não tenho

sem que compare o poema ao magistral

como quando acontece a génese

descrita como é, concisa

e una, até à porta

 

que aberta será o caminho

à liberdade dos passos libertos de mais

até um destino atento ao desmazelo das virtudes

e te roube, tão menino, a hora que pende a outro passo igual

22
Out12

as palavras das estrelas

Lino Costa

esmagam-me os versos

que escondo no pensamento

antes que os roubem, o tempo,

e os remetam a um futuro de papel

sempre tão complexo, erudito

 

em que vou escrever o amor

com cifras e estrelas

entre este outono e o sol morno

de horizonte, cheio de histórias do destino

tão impreciso, como o sentimento

 

o meu mais precioso escandir,

de emoções e rubores do verso

que emite soltura

para os escrever na viagem da mente

ao fim de uma noite que me devolve

 

ao acobardar dos sois

entre o acanhamento dos mortais

que fazem do sentir um castelo

um frágil botaréu de volta perfeita

sem claustro nem nobreza

 

18
Out12

Seis Anos (18-10-2006)

Lino Costa

De Poemas, se faz esta personagem, e a quem a sustenta, o poeta apresenta-se num infinito agradecimento, por serem esses seres que lhe alimentam a poesia.

 

Faz hoje seis anos, seis, que o “Versejos Livres”, nasceu. Com algum egocentrismo, o versejos tem sido um foco de expressão e realismo desta personagem, que é um Homem comum, com ideais comuns, que tantas vezes contrasta com o outro Homem atras da personagem.

 

Ricardo Castro Alves, poeta, amante de bem viver a vida usa-se da poesia para expor exuberante a sua alma. Desde que nasceu com o “Versejos Livres”, tantos são os acontecimentos da sua vida por contar, os píncaros e os vales profundos que viveu, fizeram dele mesmo, um amadurecer e uma consistência mais capaz.

 

Ricardo, a si e ao “Versejos…” as maiores felicidades e que, muitos mais seis anos aconteçam em si, Poeta, e no “Versejos Livres”, fonte de sentimentos serrana.

 

Muito Obrigado

18
Out12

poente de mim

Lino Costa

poentes esses olhos

no poleiro dos meus

haja assim um horizonte

enquanto latejam os sexos

no fervor do rosicler

que amainam com a corrente da noite

que trazes sempre, fresca, no sorriso

e a subir pela levedura da paixão,

venha a seda da madrugada que nos alcança

e que complemente a noite que trazes em ti

como fazem o negro e o branco

que gemem num prazer constante

pela mistura ausente, pelo irradiar do cinzento

e a latitude do sono que nos levar

será a dança, ritual

que vai festejar esta verdade

17
Out12

linha de retracto

Lino Costa

sejam lidas as imagens

que a sentença não mortifique

quando d’um poema nascerem

as linhas que talhem a obra

 

d’um homem

que cresce, d’uma história, d’um fado

que não imprime saber do que é a saudade

num momento magistral, o tempo

 

daquele que não me importa

daquele que existi só por ser

e que hoje por perda, dele sou menos, muito menos

um retracto novo

 

e que se calem os ventos

os que ousam a critica ao silêncio

esses sem saber das tempestades

quando são tantas as vezes que o vento vira

16
Out12

o mosteiro daquele monte

Lino Costa

num tabu

clausuro a mentira

que me empurra à destreza

de ser um contraste de azul

que me matiza os dias

como uma crença

 

admito esta caixa

como o mefítico do éden

que rasa tanto o horizonte das utopias

entre o anil e o algodão dos sonhos,

uma quase perfeição decantada,

que imensa traga o proferido oculto

 

e deste monte que às vezes fujo

acredito como quem desiste

daquilo que fulge de uma nostalgia

sem que o mundo pare

e que seja dois

de um só sol luzidio

11
Out12

o cego sentir

Lino Costa

caem preces como chuva

pelo mar de pensamentos

para que fosse feita uma noite

que fogueasse paixões

enquanto o beijo é adiado

e um decote define-se de linhas

por ser naquele agora desejado

 

na hora que finda

que tende a correr entre os minutos

na espera que se amaine o fulgor

entre o gear da madrugada

e a distância do distante

nesses mundos que se entrelaçam

e remetem o longe qualquer tristeza

03
Out12

flor de murta

Lino Costa
flor de murta
 

dou à certeza do sentimento

de quando quero ser e viver

um suspiro que valha amor

que te faça a esperança ser aos molhos

nos teus, mundos, olhos

flor de murta inebriante

perfume de Junho nas tardes todas

que resumes curta a noite

e abranges, emanas, tudo o que sinto ser

agora e quando me absorves como miragem

pra que esse dia me apeteça viver

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