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versejos livres

versejos livres

28
Nov12

meu corcel

Lino Costa

dorso leve

no meu corpo embebido

assim, tanto, te quero

até que firme com ensejo

no que o tempo me admite, a ti

o sentimento e versos

como sou, seguidor de poemas

 

corcel que não cansas

de crina farta ao vento, na liberdade

do paul imenso, que te conta os passos

com o horizonte entregue à neblina densa

onde se entorpecem os encantamentos, teus,

quimeras frescas, do firmamento

em tua alma frondosa, sonho,

 

sonho, que me prendes, que me tens

preso ao tom cião do céu

quando se envaidece atrás do sol

e te propensa à virtude

durante o troteio até mim

pra que haja o uno

e não te esmaeça sozinha na neblina densa

22
Nov12

...

Lino Costa

escreve-me o nome na alma

e craveja-me com sentimento

como quem embute

a mais bruta raiz num sangue

 

não trago, na mão, mais firmamento

apenas o unto que te perfume,

a pele intacta de ternura

vaga de tão pouca tristeza,

quando fores despida pelo dia

 

e esquecida que valha o dossel

como quando existe a mais calada paixão

e me escrevas outra parte de ti

entre o que, tanto, escondo de mim

22
Nov12

citar-te palavras, poema

Lino Costa

Uma nova experiência se reflecte em post no “Versejos Livres”. Durante algumas semanas numa troca de impressões poéticas, também, e de enorme importância para mim, desafiei Jéssica Neves, poetisa, a viver um poema em forma de dueto, como versão final, fiquei fascinado em saber que duas pessoas que não se conhecem, e que vivem apenas a poesia, conseguiram complementar as mensagens de forma tão entrosada.

A Jéssica Neves, tem apenas 17 anos, e é de uma riqueza poética e cultural, louváveis. Escreveu, já, o livro “(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração”. Jéssica, uma vez mais um especial obrigado pela tua participação.

 

Cumprimenta,

 

Ricardo Castro Alves

 

 

 

meu ser, poema

que amarra soltaste

ao mar revolto que por hora me contém

por hora não te permite a mim

restrinjo-me à miuçalha

poema, que quero ser

 

“Teu ser, poeta

Pertence à terra e ao mar

O meu coração é a meta

Qu’um dia tuas mãos quiseram agarrar…

Teu ser, Meu ser, Nosso ser

Poeta-Poema

Homem-Mulher, fonte de prazer

Tentação-dilema!”

 

dilema em ser poeta

de uma pele que sorve esse mar

no morno poente

de ti poema longe

horizonte que desisto, feitiço

que concernes a utopia que não chego

 

“Jamais me abandones, poeta
Quando queres permanecer
Ama! Corre atrás da tua meta
Quiçá um dia te venh'a pertencer!
Enquanto esse dia não chega
Morde os lábios, trepa a parede
Arrepia-te mil vezes, desassossega
Deita-te ao relento numa cama de rede...
Valerá a pena, bem sabes que sim
Confia em ti poeta, confia em mim!”

 

Poema

16
Nov12

de miragem a vida acesa

Lino Costa

tens no teu corpo

o mar imenso que quero navegar

o poema que nunca atinjo

e a voz, a voz que me abrange toda a alma

 

tens no teu corpo

um emanar de desejo

um verter espesso de mel

que me encastra ao teu sexo

 

sedento, dizes, de mim

 

faço sonho entretanto

do que tens no teu corpo

e faço um pensamento

daquilo que me diz um olhar teu

 

e acredito que entre miragens

numa delas te tocarei

e dos versos farei ser o vento

com o perfume de como amar-te

12
Nov12

um fel de beijo

Lino Costa

num poema mil

sei de um sabor de boca que não acaba

e que acontece no silêncio da cotovia

entre o gélido Novembro

pela noite. Que não haja Abril

 

ou não seja o beijo

pela pele, emoção que nutre

essa flor de língua amarga

numa tarde imunda do mundo

 

assim que cesse a pureza

seja infinito o universo descrente

entre as mãos da decisão

e o começo do beijo que tarda

no entretanto do sol morno

 

enquanto me inundas

todos os cantos dos lábios

e inquietas o sexo

sem crer na noite que tarda

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