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versejos livres

versejos livres

28
Set13

atrás do momento inteiro

Lino Costa

na impetuosidade de seres ausente

díspar e grande, imensa

como  todos os momentos

aqueles que me ocorrem, que no sangue

faço percorrerem-me ternuras,

soam-me apenas

o teu sorriso, a tua voz…

lamentos porque não estou

são achas de saudade que se propaga

no rio lento do tempo

 

por muito que reviva passagens

nada me traz calmarias,

nem mesmo a doçura de todo este mosto

nem o lilás dançante da flor do alecrim…

porque insistes em ser longe?

e a falar, a falar, e falar

até ao mais fino troço

de mim, que te sou raiz intensa

a pensar nos instantes todos

de te querer, estás longe, e não te ter

 

 

Castelaria, 28 de Setembro de 2013

 

Lino Costa

In: Versejos Livres

22
Set13

a agrura da morte

Lino Costa

agoiros meus,

os homens dementes

que comandam, com agrura,

cavalarias trucidantes das passagens

que marcham ao abundante sabor de morte

 

almas mortas

são de corpos nefastos

e são sacadas cancioneiras

d’um diabo traidor qualquer

alma morta, disse eu…

 

pelos cavalos espezinhadas

entre desesperos d’arenas

e gritos dos saciados

ainda antes de sangue haver

nem pão, nem bolos, apenas os tolos

 

os bardinos que vaiam

as alternadeiras que se vendem

e a morte que assombra quando chega

com essa sombra, a inclemente

 

 

Lisboa, 20, de Setembro de 2013

Lino Costa

In: Versejos Livres

20
Set13

às vezes

Lino Costa
derreto o pensamento
sobre os beijos que quis teus
que não te ocorreram
como a mim,
dentro dos momentos,
dos dispersos
dos que não vês de mim
daqueles que não te mostro,
daqueles instantes cifrados
que acontecem num turvo
ensurdecer, que os teus olhos não lêem...
...coisas omissas da mente
porque eu nunca digo tudo



Lisboa, 20 de Setembro de 2013

Lino Costa
In: Versejos Livres
16
Set13

o sonho que termina

Lino Costa

tens sido o vento

de que fujo e me prendo,

 

o amanhã que foi ontem

onde fui fulgente

não me coube no medo

onde não me disse, uma única palavra

sem que fossem uivos e silêncios

 

no mar que trazias nos olhos

na espera paciente, a que cheirava a tua pele

sorvia eu, letras e sapiência

porções de mestria, como foz

desses gestos que fazias dizer tanto

 

hoje, existes como viral

nos recantos, nos caminhos

 

e no depois que precede

o amanhã, de que fiz tantos dias

resumo a leitos e faço luz

nesta espera pra’ que desistas de mim

e eu esqueça odes, instantes e ódios

 

faça riscos nas lembranças

e arrume tantas coisas

como os resumos do vento que fui,

do vento que fomos,

e acorde leve e longe de memórias, de ti

 

hoje, não és mais do que lembrado

antes que desespere, porque te aceito, longe

 

 

Lisboa, 16 de Setembro de 2013

 

Lino Costa

In: Versejos Livres

09
Set13

8:40

Lino Costa

Lisboa, 09 de Setembro de 2013

 

na avenida

todos os passos

suavam Lisboa,

no fim morno do Verão

 

correm os corpos

pendurados no tempo que escasseia

dentro do pensamento dos homens ledos

miudinhos, pequenos sem temor

num completo falsete

a ouvir as canções da esquizofrenia

 

e num carpir

completam-se cantilenas e prantos

e leves, lentas lengalengas

que criam as nuvens dos que perdem

 

dos que correm há hipnose

dos que desgastam a cansada calçada

para além dos beijos que esqueceram

dentro das paredes, dentro de ser sozinhos

sem saber o que lhes será o mundo

de segunda feira que começou

 

 

Lino Costa

In: Versejos Livres

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