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versejos livres

versejos livres

29
Set15

have you ever...

Lino Costa

Há verdades que se ouvem tantas vezes, e que nos rompem a literal teatralização da imagem da vida, perante o rumo colorido que lhe damos.

É como quando assistimos a uma matança de um bichinho que temos há muito tempo, mas que sabemos ser inevitável... pela necessidade, por exemplo...

Não existem dados adquiridos, nem donos de alguém.

 

 

Lisboa, 29 de Setembro de 2015

Lino Costa

In: Versejos Livres

 

 

15
Set15

no denso da hora

Lino Costa

horas e horas

com o olhar desperto

 

beija-me o vento,

o rosto amargo

um varrer que imagino

na minha poeira viajada

 

já sinto algum em mim é mais do que verso

ou grama compressa, mal medida…

o sentimento que fulge

vem baço e turvo

como se não tivesse um dono

é coisa assim sem tino

 

e enquanto pregão

meu, ao breu que persiste

rumo à hora que se cala a minha mente

e firme me fico, convicto

que também transponho o monte

e a voz que me inunda os minutos,

hoje fui maior, e fui mais forte

mesmo quando o vento me atentou

 

 

Lisboa, 15 de Setembro de 2015

Lino Costa

In: Versejos Livres

08
Set15

uma materia dos homens

Lino Costa

rasga-se o tempo

se não passa

e amordaça

e cala

o eco,

da tômbola que encerra os sentidos errantes

e o verso que se derrete

e o poema s’ evapora

do livro, sempre, branco

que geme sem pejo

ditas, coisas de demente

na lombada vincada,

as coisas do passado

d’um presente que não consente

que o futuro se desvende…

e isso dele não se sabe,

disso se interroga a carne

sem saber o que cobre o manto,

dele se faz o medo

 

 

Arruda dos Vinhos, 04 de Setembro de 2015

Lino Costa

In: Versejos Livres

02
Set15

teu tempo

Lino Costa

teu tempo

tem tempo
que não se faz carpir
o sol, em melodia
que me escorra p'lo rosto
inteiro
como tinta permanente
solta,
que não perdoa, que é mácula
e que vinga na presença
igual ao poema

nem me brinda a pele
com um beijo morno, poente,
a estrela que tarda,
com maços barbantes
rodos rendilhos
peças perdidas de tempo

soa-me
a entrega à devassa
dos homens sem linha
que matam
que semeiam
pragas
e negro
quero que me turvem
os pensamentos
quero o céu aberto


Lisboa, 2 de Setembro de 2015
Lino Costa
In: Versejos Livres

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